"A arte é uma magia que liberta a mentira de ser verdadeira" Theodor Adorno

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Doce Vingança de Nora Roberts

"Ninguém a conhecia. Nem mesmo Celeste compreendia plenamente os conflitos e dúvidas que a dominavam."
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Feérica, de Carolina Munhóz

"As fadas existiam porque humanos ainda acreditavam em sua existência. Violet decidiu que já era hora de mostrar que eles tinham motivo para isso."
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Especial de Aniversário de Clarice Lispector: A Hora da Estrela e Um Sopro de Vida

"Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens."
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Biografia de Harrie Stowe

"Eu sinto que agora é o tempo em que mesmo uma mulher ou criança que sabem falar uma palavra de liberdade e humanidade é obrigado a falar..."
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domingo, 19 de outubro de 2014

O Mágico de Oz, livro vs filme

"Quem imaginaria que uma boa garotinha poderia destruir minha bela maldade?" 
— A Bruxa Má do Oeste
   
   O Mágico de Oz (The Wizard of Oz) é um filme lançado em 1939 baseado na famosa história escrita por L. Frank Baun (The Wonderful Wizard of Oz). Foi dirigido por Victor Fleming e estrelado por Judy Garland como Dorothy Gale, Frank Morgan como o Mágico, Billie Burke como Glinda, Margareth Hamilton como Bruxa Má do Oeste, Ray Bolger como Espantalho, Bert Lahr como o Leão Covarde e Jack Haley como o Homem de Lata.
O Mágico de Oz, filme de 1939
   O Mágico de Oz conta a história de Dorothy Gale, uma garota que vive com os tios e seu cachorro Totó em Kansas, nos Estados Unidos. Após um tornado, sua casa aterrissa  na Terra de Oz e, apesar de o lugar ser belo, Dorothy quer voltar para casa com Totó, assim iniciando sua jornada em que irá conhecer três personagens únicos que a acompanharão durante a caminhada pela estrada de tijolos amarelos até o Mágico de Oz.
  A introdução do filme é mais longa que as primeiras páginas do livro. No primeiro, temos cenas com várias pessoas na fazenda dos tios de Dorothy, tia Em e tio Henry, e ocorre uma confusão com Almira Gunch que é dona de quase metade do condado e que quer prender o cachorro de Dorothy, pois ele a mordeu: o acumulado de pessoas que nestes momentos não dão muita atenção ao que Dorothy tem a dizer e o fato de seu cachorro correr o risco de ser levado embora faz Dorothy fugir de casa. Após encontrar um senhor que lê bola de cristal, a garota volta para casa pois pensa que tia Em está doente. E apenas aí começa o tornado, que a leva até a Terra de Oz. No livro, o tornado ocorre nos primeiros momentos, sem dar espaço para introdução de outros personagens que não tia Em, tio Henry, Dorothy e Totó.
   A casa flutuando pelos ares e a transição de um filme que de início é sépia para um arco-íris tão belo e vivo são marcas de O Mágico de Oz. Quando Dorothy chega a Oz, na terra dos pequenos Munchkins, eles a honram por sua casa ter caído em cima da Bruxa Má do Leste. Nesta cena ela conhece Glinda, a Bruxa Boa do Norte, que dá os famosos sapatos rubis para a garota. Sua jornada começa com o desejo de voltar para casa, em Kansas, e, para isso, é necessário encontrar o grande e poderoso Mágico de Oz, que poderá realizar seu desejo. No caminho, Dorothy conhece o Espantalho, o Homem de Lata, o Leão Covarde e juntos passam por dificuldades, porém continuam persistindo pois têm desejos, sendo cérebro, coração e coragem, respectivamente, para os novos amigos de Dorothy.
   Primeiro conheci o filme, depois o livro, embora sempre soubesse da existência do último. Tinha gostado, o visual era interessante, as falas eram cativantes, porém achava as músicas cansativas. Agora que assisti novamente, sabendo então os verdadeiros diálogos, as aventuras completas desse grupo, aproveitei melhor o filme. Desta vez, as músicas de introdução dos novos amigos de Dorothy foram especiais para mim, assim como Over the Rainbow, que é clássica.
   Vários detalhes não tiveram espaço no filme, o que não quer dizer que ficou vazio; na verdade, pensando em tudo o que acontece no livro, talvez ficasse até exagerado colocar todas as cenas originais. Os personagens da pequena história antes do furacão existem apenas no filme.
   O Mágico de Oz ganhou o Oscar por Melhor Música Original pela canção “Over the Rainbow” e Melhor Trilha Sonora Original, sendo indicado em mais quatro categorias: Melhor Filme, Melhor Cinematografia em Cores, Melhor Direção de Arte, Melhor Efeito Especial, além de concorrer a outros prêmios importantes. Judy Garland recebeu o Oscar juvenil por reconhecimento de sua atuação neste filme.
  
You better watch this movie, or I will send monkeys after you!

Escrito por MsBrown
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sábado, 16 de novembro de 2013

Morte e Vida Severina, livro VS filme

   Morte e Vida Severina é um poema, um auto de Natal, do autor João Cabral de Melo Neto publicado em 1956. Severino, enfrentando uma crise existencial, é um retirante que sai do Pernambuco até o Rio Capibaribe em busca de um lugar melhor para viver. Troca palavras com pessoas no caminho, e o único evento constante é a morte, presente desde que Severino nasceu no Nordeste do Brasil. É um poema que discute a seca, a vida e morte do retirante.
   Um poema delicioso de ler gerou uma animação deliciosa de assistir. A animação tem duração de 55 minutos, foi dirigida por Afonso Serpa através dos quadrinhos desenhados por Miguel Falcão, um cartunista, produzida pela TV Escola e com Gero Camilo como Severino, em 2009. Foi a única produção brasileira finalista em todas as categorias do Japan Prize 2013.
   Gostei muito do filme, foi bem fiel e original. Usou imagens marcantes, seguiu o roteiro como tinha de ser. A melancolia, a esperança e a vida brasileira foram retratadas através de metáforas que poetizaram ainda mais uma criação tão primorosa quanto Morte e Vida Severina. Sinceramente, não tenho nenhuma crítica negativa a ambos, ao livro ou ao filme. Para mim, foi muito importante que essa animação foi criada, pois valoriza artistas nacionais e um poema tão realista, que fala de problemas atemporais em relação ao Brasil.
   No post da resenha do livro Morte e Vida Severina e Outros Poemas Para Vozes (clique aqui) foi discutido sobre o poema, porém aqui deixo mais uma vez um recorte especial, aqui o link para o filme, onde também está disponível o making of e o livro em PDF (clique aqui) para aqueles que se interessarem: assistir se mostrará tão eficaz quanto a leitura, de tão fiel que é.

- E esse povo lá de riba
de Pernambuco, da Paraíba,
que vem buscar no Recife
poder morrer de velhice,
encontra só, aqui chegando
cemitérios esperando.
- Não é viagem o que fazem,
vindo por essas caatingas, vargens;
aí está o seu erro:
vêm é seguindo seu próprio enterro.
(NETO, João Cabral de Melo. Morte e Vida Severina, pag. 68)

Escrito por MsBrown
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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

O Retrato de Dorian Gray, filme VS livro

O Retrato de Dorian Gray,
filme de 1945
   O Retrato de Dorian Gray (The Picture of Dorian Gray), de Oscar Wilde, foi o único romance escrito pelo autor irlandês, em 1890. Em 1945, a Metro-Goldwyn-Mayer lançou o filme com mesmo nome. O filme, indicado ao Oscar de 1946, é aqui analisado comparando-o ao livro. A história é sobre Dorian Gray, um jovem belo e inocente que deseja que o retrato que Basil Hallward pintou dele absorva a velhice e as expressões interiores (sentimentos que modificam a aparência), e que ele próprio continue para sempre o mesmo, com a aparência de seus vinte anos. Dorian recebe influências negativas de Lord Henry Wotton, e se transforma em alguém que não reconhece o sentimento das pessoas ao seu redor.
   O filme foi dirigido por Albert Lewin e estrelado por George Sanders como Lord Henry, Hurd Hatfield como Dorian Gray, Lowell Gilmore como Basil Hallward, Angela Lansbury como Sibyl Vane e Donna Reed como Gladys Hallward.
Dorian Gray e Sybil Vane,
uma das cenas mais tocantes
 O filme fala quase sempre as mesmas falas do livro. Você reconhece até mesmo quando um personagem diz ou pensa a fala de outro. Há um personagem que não deveria existir, como por exemplo a Gladys, sobrinha de Basil Hallward apresentada logo no início, ainda criança, e por quem Dorian se apaixona no final. Sibyl Vane é a garota por quem Dorian se apaixona em ambos os dramas. Em um ela é atriz, em outro, cantora. Há um gato egípcio que não consta nos escritos de Oscar Wilde, que é o que possibilita o desejo de Dorian de acontecer.
Lord Henry, interpretado por George Sanders
   O narrador do filme pareceu tirar a obrigação do ator que interpretou Dorian de atuar. Poucas foram as cenas em que foi possível reconhecer alguma emoção no rosto de Hurd Hatfield. No todo, ele ficou apenas lá, olhando indiferente para tudo e todos, e o narrador lendo os escritos do livro ou acrescentando verdades. Isso me chateou bastante.
   O ator que interpretou Lord Henry atuou um tanto melhor. Devo lembrá-los de que não sou nenhuma “analista” de cinema, mas devo dizer também que o filme não me agradou pelas atuações principais e pela mudança de cenas que sinceramente acho que seriam melhores se fossem como no livro. A atriz que interpretou Sibyl, no entanto, trouxe algum charme para o filme, porque cantou uma música linda com emoção (mas a Sibyl do livro não é cantora, apenas atua as peças de Shakespeare).
Picture of Dorian Gray, de Ivan Le
Lorraine Albright
   O quadro que aparece no filme foi pintado por Ivan Le Lorraine Albright, um artista norte-americano que era conhecido por pintar o macabro. A finalização do quadro se deu com o término das filmagens pois o pintor tinha que acrescentar detalhes conforme o desenrolar da história. Atualmente a obra se encontra no Instituto de Arte de Chicago.
   O filme foi indicado ao Oscar por Melhor Direção de Arte Preto e Branco, Melhor Atriz Coadjuvante (Angela Lansbury) e ganhou por Melhor Cinematografia Preto e Branco, além do Globo de Ouro por Melhor Atriz e o Hugo por Melhor Drama.
   Pessoalmente não gostei tanto do filme. No livro vi uma perfeição que não poderia ser transferida para as telas, um apego enorme não me deixou curtir o filme como deveria. Mas recomendo a todos que leiam o livro pois a história é muito interessante, e o filme para quem gosta de antigos (lembre-se que teve indicações ao Oscar!).

Gladys e Dorian
Dorian e o Retrato de Dorian Gray
"Ao envelhecermos, nossa memória é assaltada pelas tentações que não tivemos coragem de vivê-las. O mundo é seu por uma estação. Seria trágico que compreendesse tarde demais que somente uma coisa vale a pena... a juventude." Lord Henry W.

Escrito por MsBrown

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sábado, 25 de maio de 2013

Água Para Elefantes, de Sara Gruen: livro VS filme

Os atores protagonistas na premiere de Água Para Elefantes
O livro possui seus momentos de ápice, assim como o filme. O restante é um pouco entediante. A história de Jacob Jankowski, de 93 anos, que começa a contar sua história e o grande segredo que guardou desde seus 23 anos foi transformada em filme em 2011, nos Estados Unidos, com direção de Francis Lawrence, com roteiro de Richard LaGravenese e estrelado por Robert Pattinson (Jacob de 23 anos), Reese Whiterspoon (Marlena), Hal Holbrock (Jacob de 93 anos) e Christoph Waltz (August). Será que o filme fez justiça à obra Água Para Elefantes (Water for Elephants), de Sara Gruen?

A chegada de Rosie, a elefante
Para falar a verdade, o filme só me pareceu interessante quando Rosie apareceu e começou a mostrar-se muito inteligente. A atuação, apesar de eu não ter bagagem cinematográfica suficiente para criticar, não foi das melhores. Robert Pattinson (como Jacob) e Reese Whiterspoon (como Marlena) me pareceram muito falsos em vários momentos. O legal do livro era a narração. Mesmo em momentos em que nada acontecia, o modo como a autora colocou as palavras fazia valer a pena ler. Mas no filme isso não foi possível. Além disso, me decepcionei porque um personagem que considerei muito importante para a trama não apareceu no filme. O tio Al, o dono circo, poderia fornecer vasto material e tornar o filme mais emocionante. Apesar de August ser o bipolar da história, tio Al representava a crueldade que tem plena consciência disso. No filme, August é o dono do circo, e não apenas o chefe do setor dos animais. Acho que eles poderiam mostrar também os trabalhadores sendo jogados do trem em movimento, não apenas citar em algum momento, mas produzir as cenas chocantes. E, claro, tratando-se de um circo, eles poderiam colocar várias imagens dos espetáculos, mostrando a criação da ilusão, principalmente. “Imagens falam mais que mil palavras”, é o que dizem popularmente, mas neste caso isso infelizmente não aconteceu.
Marlena no espetáculo
A história de Marlena no filme se modificou. Aqui ela é orfã, enquanto na história original ela possuía família que a desertou porque ela se casou com August. O relacionamento do Jacob com o Walter também não foi muito bem representado, de maneira que quando ficamos sabendo que fim levou Walter e o Camel (amigos), não se torna tão emocionante. Em minha opinião, o livro continha todos os ingredientes para um bom filme, mas a equipe cinematográfica não soube trabalhar com o que estava a disposição.
Esse homem sorridente (August) é um louco
A representação de Christoph Waltz (como August) não chegou a ser tão marcante quanto poderia. Antes e durante, quando estava assistindo ao filme, perguntei a várias pessoas se elas já tinham assistido Água Para Elefantes. Aquelas em que a resposta foi positiva fizeram vários elogios. Infelizmente eu não encontrei muito aqui para elogiar, além de algumas cenas que realmente me tocaram e as imagens de Rosie (porque gosto de elefantes) tanto que demorei vários dias até assisti-lo completamente.

Mas é claro que isso é opinião de apenas uma pessoa e, se vocês puderem, confiram o filme, e leiam o livro também, além de conferir resenhas em outros blogs. Confira a resenha do livro aqui e observe as imagens abaixo, quem sabe elas te inspiram:

Jacob fez uma amiga

Esses três não podem ficar juntos. August, Jacob e Marlena.
Os elefantes não esquecem, não é o que dizem?


Marlena, não o olhe assim

Jacob e  Marlena, cansados da bipolaridade do August.
Mas aqui eles não estão pensando no August.

Escrito por MsBrown
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domingo, 24 de março de 2013

Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift: livro VS filme

Pôster de As Viagens de Gulliver
   Aqui temos o caso clássico de filme que toma o nome do livro e a ideia principal e se transforma em algo muito diferente. As Viagens de Gulliver (Gulliver's Travels), o filme, usou apenas a primeira viagem que é descrita no livro, de mesmo nome, e a mais famosa: Lilipute, a terra dos homens pequeninos.
   No livro, de Jonathan Swift, a época é 1699 quando Gulliver (inglês) embarca como médico-cirurgião no navio Andorinha e sofre um naufrágio, indo parar na ilha de Lilipute, onde encontra uma nação de homenzinhos. Gulliver apaga o incêndio da casa da imperatriz com sua urina e isso é considerado um insulto terrível para o povo. Indo lutar contra a nação Blefuscu, inimiga de Lilipute, o povo desconfia de que o "homem Montanha", como é ali chamado, na verdade está fazendo amizade com o inimigo, e isso culmina em sua saída da ilha.
   Já no filme, de 2011, Lemuel Gulliver é estadunidense, da ilha de Manhattan. Tempo atual. Referências populares. Trabalhando na correspondência de uma empresa de viagens, ele se sente tão inferior aos outros que nunca teve coragem de convidar Darcy (a editora de viagens) para sair. Ele é rebaixado em seu cargo e, nesta noite, vai à sala de Darcy, supostamente para tentar convidá-la a sair. Mas ele não consegue; assim, para fingir que tinha motivos para estar ali, ele pega um arquivo de cima da mesa dela: é uma proposta de artigo sobre uma viagem ao Triângulo das Bermudas, e logo que Darcy pergunta, ele inventa que viaja muito e que escreve sobre isso, o que a faz pensar que ele pode fazer o trabalho. Gulliver consegue o emprego e viaja. Há uma tempestade no mar, e Gulliver acaba por acordar numa ilha. Lilipute. A ilha dos homens pequeninos. De início, ele é considerado inimigo, parceiro de Blefuscu; depois de salvar a casa da princesa do incêndio - urinando lá -, ele é honrado. É convidado a participar de festas, ganha uma casa grande e luxuosa, e aqui seu ego começa a aumentar copiosamente. Na história também há Horatio, plebeu apaixonado pela princesa, que já está comprometida com o general Edward.
Pôster do filme no Brasil
    O livro é um clássico, que contém quatro parte divididas entre as viagens, sendo a primeira a Lilipute. Escrito numa época de política europeia conturbada, o reflexo se mostrou no livro, descrevendo alguns atos políticos de Lilipute e como eram os da Inglaterra. O fato dos homens serem tão pequenos têm um significado "nada é grande ou pequeno, senão por comparação", e no filme isso se dá quando Gulliver pensa que é invencível. Ele nunca foi o maior em nada, mas agora tem sua chance.
   Não posso dizer que foi um filme bom, mas foi divertido. Conhecendo a obra, ao assistir os primeiros minutos de filme eu já sabia que teria de abrir a mente para absorver o roteiro, tão diferente. Dirigido por Rob Letterman, com roteiro de Joe Stillman e estrelado por Jack Black como Gulliver, Amanda Peet como Darcy, Emily Blunt como a princesa, Jason Segel como Horatio, Chris O'Dowd como general Edward e Billy Connolly como Rei Teodoro. A atuação de Jack Black foi indicada ao prêmio Framboesa de Ouro de 2011, de Pior Ator, perdendo para Ashton Kutcher por Par Perfeito e Idas e Vindas do Amor. O filme foi bastante dramático. As falas da princesa e do Horatio, foram um tanto exageradas - e você pode encarar isso como sendo hilário ou pedante. A trilha sonora abrange Kiss, Prince e até Lady Gaga. As filmagens foram feitas na Inglaterra, e algo que me aborreceu um pouco foi ter o personagem principal sendo estadunidense. Acho que neste ponto eles poderiam preservar o original. O filme é mais sobre alguém se tornar egocêntrico do que sobre política. E a única parte de outra viagem que ocorre no livro é bem no finalzinho, e não há muitos detalhes.
   Recomendo o livro e, para passar o tempo, também o filme, afinal, é divertido. Assistam o trailer:


Escrito por MsBrown
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Bonequinha de Luxo, de Truman Capote: livro VS filme

Bonequinha de Luxo, do diretor Blake Edwards
   Todos já sabemos que as adaptações literárias para o cinema não são exatamente fiéis. Às vezes, é preciso reduzir a trama e detalhes são deixados de lado para que os momentos mais importantes caibam nos minutos do filme, outras vezes é necessário ocultar trechos por causa da censura que pode ocorrer. Na adaptação de Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany's), de Truman Capote (leia a resenha aqui), para o cinema com o diretor Blake Edwards, em 1961, ocorre algumas alterações.
   A história é sobre um escritor, Paul "Fred" Varjack, que se torna vizinho de uma prostituta de luxo, Holly Golightly - garota liberal, que vive sozinha em Nova York, gosta de ir à Tiffany's (joalheria) para se sentir bem e está a procura de homens ricos para sustentá-la.
   O livro causou escândalo quando lançado. Se fosse adaptado extremamente fiel à obra de Capote talvez seu sucesso estivesse de vez condenado. No livro, há a sugestão de que Paul é homossexual e Holly, bissexual. No filme, entretanto, eles criaram uma nova personagem no intuito de tirar a homossexualidade de Paul: uma decoradora, sua amante, que o sustenta. A relação entre os personagens principais também se altera, passando de amizade apenas no livro para o amor romântico no filme.

Os personagens Paul, Holly e a decoradora "amante"que não deveria existir

  
 Truman Capote, o autor, queria para o elenco Marilyn Monroe como Holly, por esta atriz fazer papéis que mais lembram a personagem: liberal, sensual. Mas quem ficou com o papel foi Audrey Hepburn, por insistência do diretor Blake Edwards. De acordo com Sam Wasson, que escreveu Quinta Avenida, 5 da Manhã (bastidores do filme e como a obra contribuiu para transformar a moda e outros), "uma mulher tão bela e respeitável como Audrey mostrava ser possível representar uma jovem que aprontava sem ser vista como uma menina má." Deste modo, as alterações fazem de Audrey não uma atriz que decidiu aceitar o papel de uma prostituta de luxo, mas de uma grande atriz que foi capaz de transformar os preconceitos em um filme romântico. 
O pretinho básico imortalizado por Audrey Hepburn
   O ator que encarnou Paul Varjack foi George Peppard, contribuindo para uma das cenas mais incríveis do filme, já no final, envolvendo um temporal, um gato recém-abandonado e, claro, Holly. E agradou o público feminino também o figurino assinado por Hubert de Givenchy, que imortalizou o vestido pretinho básico. As roupas, os óculos, a piteira são indicadores que Holly é alguém que mantém certa distância de tudo, coisa que pode ser derrubada mais em frente no filme. No livro a conclusão é vaga.

Paul –Sabe qual é o seu problema, Srta. Quem-quer-que-seja? Você é medrosa. Não tem coragem. Tem medo de encarar a realidade e dizer “A vida é um fato. As pessoas se apaixonam sim e pertencem umas às outras sim, porque esta é a única chance que têm de serem realmente felizes”. Você acha que é um espírito livre, selvagem e morre de medo de ser enjaulada. Bem, querida, você já está nessa jaula. Você mesma a construiu. E ela não fica em Tulip, Texas ou em  Somaliland. Ela está em qualquer lugar que você vá. Porque não importa para onde você corra, você sempre acaba trombando consigo mesma.

   Bonequinha de Luxo, o filme, foi o vencedor do Oscar em duas categorias (melhor trilha sonora de comédia/drama e melhor canção original por Moon River, de Henry Mancini, cantado por Audrey Hepburn) e indicado por melhor atriz (Audrey Hepburn), melhor roteiro adaptado e melhor direção de arte, além de indicações ao Globo de Ouro por melhor atriz e melhor filme musical/comédia, e vencedor do Grammy por melhor trilha sonora de cinema/tv. Recomendo o livro e o filme, pois ambos são deliciosos de se ler e assistir.


A cena final de Bonequinha de Luxo

Audrey Hepburn canta Moon River, canção que venceu o Oscar
    E aqui está a canção que venceu o Oscar. Moon River, de Henry Mancini, escrita especialmente para Audrey e cantada por ela:


Escrito por MsBrown


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sábado, 24 de novembro de 2012

Filme: Um Bonde Chamado Desejo VS Uma Rua Chamada Pecado



Não se assuste, é a mesma história. Acontece que a peça foi censurada no Brasil, e como forma de driblar os censores da época, a distribuidora do filme “modificou” o nome um pouquinho, deixando, é claro, o título nada a ver com a história.

O tal Bonde
Porque nada a ver com a história? 
Simplesmente porque o título original possui um bonde chamado Desejo, que é o que traz Blanche à casa de Stanley e Stella. Não existe rua chamada Pecado. Para não haver confusão, referiremos-nos à obra pelo título em inglês.

A Streetcar Named Desire conta a história de uma professora de inglês, Blanche DuBois (Vivien Leigh), alcoólatra, que ao chegar na casa de sua irmã, Stella (Kim Hunter) e o marido Stanley (Marlon Brando) tem sua saúde levada ao extremo.

Marlon Brando, Vivien Leigh e Kim Hunter. 
Nesse filme todas as atuações são perfeitas. Sério. Os quatro atores principais foram indicados ao Oscar, e Vivien Leigh, Kim Hunter e Karl Malden ganharam. O diretor e o filme também receberam suas indicações. Já havendo dirigido a peça na Broadway, com todo o elenco do filme, exceto por Vivien Leigh, que substituiu Jessica Tandy, Elia Kazan fez um trabalho primoroso.

Vivien Leigh, para quem conhece a história desta, já havia encantado o mundo como Scarlet O’Hara em ...E O Vento Levou, de 1939, encontrou em Blanche DuBois sua nêmeses. Vivien mergulhou tão fundo no papel que, segundo o marido Sir Laurence Olivier, que a havia digirido na montagem da peça em Londres, Blanche DuBois havia destruído sua vida. E  segundo ela mesma "Blanche DuBois é uma mulher da qual tudo foi arrancado, uma figura trágica e eu a entendo, mas interpretá-la me fez mergulhar na loucura." Sendo bipolar, o papel não fez bem algum à saúde de Vivien.  A partir daí, sua saúde mental só tendeu a piorar.

Blanche, o que foi?
Mas deixando de lado os bastidores, que são enormes, voltemos às semelhanças e des, entre peça e adaptação.  A peça possui grande contexto homossexual, já que grande parte da situação de Blanche foi causada pelo jovem com a qual se casara e que mais tarde descobriu-o com outro homem. Ao ficar acusando-o, ela o levou a dar um tiro na própria cabeça. No entanto, na época do filme, em 1951, imperava ainda o famoso Código Hays, que censurava as produções cinematográficas, em nome da família e bem estar social. Além de grandes cenas do filme terem sido cortadas e seu lançamento, a sexualidade do marido de Blanche é disfarçada, não citada, o motivo que a leva a estar ali, é citado em meio a metáforas e outras figuras de linguagem, enquanto que na peça é dito claramente.

Stella! Stella!
As cenas que foram retiradas foram adicionadas recentemente, e podemos ver através delas, uma sexualidade não vista no cinema da época, como as cenas em que Stanley chama por Stella, na clássica, “Stella, Stella” e ela vem ao encontro dele, e o agarra. No restante, o filme se atém ao texto de Tennessee Williams, ocorrendo apenas algumas adaptações devido à censura.

Sem dúvida o filme é de Blanche. Blanche e Vivien Leigh. A moça frágil, sem dinheiro, que destrói seu grande amor por despeito, alcoólatra, mentalmente desequilibrada, e ainda por cima afrontada por aqueles que não a compreendem. Pertencente à uma época que não existe mais, a época dos cavalheiros e das damas. Como Blanche/Vivien diz ao final: “Eu sempre dependi da bondade de estranhos”, porque você só é compreendido por aqueles que não te conhecem.

Stanley, o que você está fazendo com a pobre Blanche?

Vale a pena assistir. E para entender melhor o personagem que é Blanche, leia esse maravilhoso artigo escrito pela Carla Marinho, do Cinema Clássico: Sobre Blanche DuBois

PS.: Esse livro faz parte do clube do livro, cuja resenha será publicada no último dia de novembro. Aguarde para conhecer melhor a história.
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Filme: A Invenção de Hugo Cabret (2011)

Sou suspeita para falar dos "Hugos Cabrets": gostei muito do livro e sou fanática por Martin Scorsese.

Para ler minha resenha sobre o livro clique aqui.

O que preciso dizer sobre o longa? Além de ser perfeito e seguir à risca a história contada por Brian Selznick? É claro, no filme, podemos ver os filmes de Méliès, enquanto que para quem nunca os tinha visto, no livro só imagina como seriam.

Fotografia fantástica, música envolvente, Hugo foi um dos melhores filmes do ano passado. Com Asa Butterfield no papel principal,  Ben Kingsley, como Georges Méliès e Chloë Grace Moretz como Isabelle. No longa também estão Jude Law e Sasha Baron Cohen. A Paris dos anos trinta ganha um brilho único. A maior parte dos cenários da cidade se faz à noite, mostrando porque ela é a Cidade Luz.

Martin Scorsese também aproveita para homenagear outros clássicos da época muda, como Buster Keaton, Harold Lloyd, GW Pabst...

Enfim, não tenho muito o que falar sobre o longa, a não ser que está na minha lista de favoritos. O texto do Hollywoodiano resume todos meus sentimentos sobre o filme. Para lê-lo, veja: A invenção de Hugo Cabret

Deixo com vocês, a vontade de assistir essa obra prima e ler o livro, com algumas imagens que ilustram a película:





























                          

                                
 
          
                               






Fonte das Imagens


Escrito por MsMitchell

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