"A arte é uma magia que liberta a mentira de ser verdadeira" Theodor Adorno

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Doce Vingança de Nora Roberts

"Ninguém a conhecia. Nem mesmo Celeste compreendia plenamente os conflitos e dúvidas que a dominavam."
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Feérica, de Carolina Munhóz

"As fadas existiam porque humanos ainda acreditavam em sua existência. Violet decidiu que já era hora de mostrar que eles tinham motivo para isso."
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Especial de Aniversário de Clarice Lispector: A Hora da Estrela e Um Sopro de Vida

"Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens."
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Biografia de Harrie Stowe

"Eu sinto que agora é o tempo em que mesmo uma mulher ou criança que sabem falar uma palavra de liberdade e humanidade é obrigado a falar..."

domingo, 31 de março de 2013

QUEIROZ, Rachel. Biografia. Brasil: 1910-2003

Rachel de Queiroz descendia pelo lado materno do Alencar: sim, José de Alencar, autor de Iracema, O Guarani e outros. Escreveu o clássico O Quinze quando tinha apenas 20 anos de idade. Foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras. A autora foi inspirada por Trotski e também apoiou a ditadura militar no Brasil.

Nascida em 1910, em Fortaleza, Ceará, Rachel era filha do Juiz de Direito, homem que a ensinou a ler, nadar, cavalgar. Aos cinco anos, ela leu Ubirajara, de José de Alencar. Rachel também assistiu à seca de 1915. Esse fato levou sua família a decidir ir para o Rio de Janeiro, em 1917, posteriormente mudando-se para o Pará e, depois de dois anos, voltando à cidade natal. No Ceará, Rachel formou-se professora aos 15 anos, em 1925, e acompanhava os  lançamentos de livros nacionais e internacionais, ato apoiado pela mãe; Rachel escrevia textos, mas era tímida quanto a mostrar seus escritos às pessoas. Em 1926, sua irmã nasceu; seus outros três irmãos já estavam falecidos.

Com o pseudônimo Rita de Queluz, Rachel publicou crônicas e poemas no jornal O Ceará. Ela começou enviando uma carta, em 1927, ironizando o concurso "Rainha dos Estudantes" - e esse fato fez o diretor do O Ceará convidá-la a colaborar com o jornal. Anos mais tarde, porém, quando lecionava História na escola onde se formara, Rachel foi coroada "Rainha dos Estudantes". Ela publicou seu primeiro romance em forma de folhetim, História de um Nome, neste mesmo ano. No próximo ano ela ingressou no Bloco Operário Camponês de Fortaleza, cada vez mais interessando-se por política.


Rachel de Queiroz, consagrada por O Quinze
Por causa dos problemas respiratórios, Rachel teve que fazer tratamento de saúde em casa, aos dezenove anos. Com isso, ela passou a escrever a obra que a consagraria ícone importante da literatura brasileira: O Quinze. Forte obra sobre a seca de 1915, com linguagem enxuta, Rachel investiu na impressão de mil exemplares e recebeu o prêmio da Fundação Graça Aranha em 1931. A obra foi muito bem elogiada no Rio de Janeiro e em São Paulo, prendendo a atenção de Frederico Schmidt e Mário de Andrade, e a idade da autora na época (20 anos) deixou várias pessoas encantadas. No Rio de Janeiro, Rachel conheceu o Partido Comunista e, em sua volta ao Ceará, ajudou a fundar o partido lá. Mas em 1932 o partido recusou seu mais novo livro, João Miguel, - isso porque um operário mata o outro - o que faz Rachel deixar a organização. Rachel casou-se com o poeta José Auto da Cruz Oliveira e mudou-se para São Paulo em 1933 - ano em que sua filha Clotilde nasceu em Fortaleza, porém morreu de septicemia depois de apenas 18 meses de vida -, ficando lá até 1934, aproximando-se do partido trotskista.

"Durante muito tempo ficou-me a ideia idiota de que ela era homem, 
tão forte estava em mim o preconceito que excluía as mulheres da literatura." 
Graciliano Ramos

Voltou para o Nordeste em 1934, fazendo amizade com Graciliano Ramos, José Lins do Rego e Jorge Lima, além de conhecer o pai do futuro presidente da República Fernando Collor. Com o Estado Novo, Rachel foi acusada de ser comunista e teve seus livros queimados, ficando presa por três meses. Em 1939, divorciou-se de seu marido, indo morar no Rio de Janeiro; no próximo ano conheceu o médico Oyama de Macedo, com quem mais tarde se casou e permaneceram juntos até a morte dele em 1982. Quando Trotski faleceu, Rachel abandonou os ideais de esquerda. Ela lançou os livros Caminho de Pedras (1937), O Galo de Ouro (1950), entre outros.

Rachel de Queiroz
Em 1964, Rachel apoiou a ditadura militar. Ela escrevia para vários jornais, mas passou a ser exclusiva da revista O Cruzeiro até 1975. Recebeu o Prêmio Saci do jornal O Estado de São Paulo por sua primeira peça de teatro chamada Lampião. Em 1957, recebeu da Academia Brasileira de Letras o prêmio Machado de Assis pelo conjunto de sua obra. Já foi convidada pelo presidente Jânio Quadros para ser ministra da Educação, cargo que recusou. O presidente Castelo Branco a nomeou para ser delegada do Brasil na 21° Sessão da Assembleia Geral da ONU, e passou a integrar o Conselho Federal de Cultura de 1967 até 1985. Sua estreia na literatura infantil foi com O Menino Mágico, em 1969. Em 1977, tendo como patrono Bernardo Guimarães, passou a integrar a Academia Brasileira de Letras, a primeira mulher a conseguir ser eleita. 


"Eu não entrei para a Academia por ser mulher. 
Entrei, porque, independentemente disso, tenho uma obra. 
Tenho amigos queridos aqui dentro. Quase todos os 
meus amigos são homens, eu não confio muito nas mulheres." 
Rachel de Queiroz, quando entrou para a Academia

Sua obra As Três Marias estreou na televisão como novela, em 1980, pela Rede Globo, Dôra, Doralina foi adaptada ao cinema em 1981 por Perry Salles e Memorial de Maria Moura também teve seu espaço na TV em 1994 como minissérie - e Rachel recebeu pelos direitos autorais a quantia de U$S 50 mil. Em 1985 foi inaugurada em Tel Aviv, Israel, a Casa de Rachel de Queiroz. Suas obras foram traduzidas por vários países. A Editora Siciliano pagou U$S 150 mil para publicar a obra completa da autora.

Em 1993, Rachel recebeu os prêmios Camões, de Portugal, e o Juca Pato, da União Brasileira de Escritores. Nos anos 2000, ela escreveu um livro com a irmã, Maria Luiza. Aos 90 anos de idade, Rachel afirmou que não gostava de escrever e que o fazia para se sustentar. Em 2003 foi criado em Quixadá o Centro Cultural Rachel de Queiroz.


Rachel de Queiroz
Rachel de Queiroz faleceu em novembro de 2003, dormindo em sua rede, no Rio de Janeiro, deixando o livro Visões: Maurício Albano e Rachel de Queiroz a ser publicado postumamente.

Rachel deixou vários livros com parceria, de memórias, obras importantes para o país; ganhou vários prêmios, fez traduções. Apesar de ter sido um marco para o movimento feminista e para o comunismo, Rachel não os apoiou de todo.


Desejo de se integrar numa natureza diferente daquela que o cercava, 
de crescer, de subir, de bracejar num emaranhado de ramos, de se 
sentir envolto em grandes flores macias, de derramar seiva, 
a seiva viva e forte que o incandescia e tonteava.
Mas o cansaço o amolentava.
Recordando a labuta do dia, o que o dominava agora era 
uma infinita preguiça da vida, da eterna luta com o sol, com a 
fome, com a natureza. 
(QUEIROZ. O Quinze, pag. 55/56)



Escrito por MsBrown
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domingo, 24 de março de 2013

Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift: livro VS filme

Pôster de As Viagens de Gulliver
   Aqui temos o caso clássico de filme que toma o nome do livro e a ideia principal e se transforma em algo muito diferente. As Viagens de Gulliver (Gulliver's Travels), o filme, usou apenas a primeira viagem que é descrita no livro, de mesmo nome, e a mais famosa: Lilipute, a terra dos homens pequeninos.
   No livro, de Jonathan Swift, a época é 1699 quando Gulliver (inglês) embarca como médico-cirurgião no navio Andorinha e sofre um naufrágio, indo parar na ilha de Lilipute, onde encontra uma nação de homenzinhos. Gulliver apaga o incêndio da casa da imperatriz com sua urina e isso é considerado um insulto terrível para o povo. Indo lutar contra a nação Blefuscu, inimiga de Lilipute, o povo desconfia de que o "homem Montanha", como é ali chamado, na verdade está fazendo amizade com o inimigo, e isso culmina em sua saída da ilha.
   Já no filme, de 2011, Lemuel Gulliver é estadunidense, da ilha de Manhattan. Tempo atual. Referências populares. Trabalhando na correspondência de uma empresa de viagens, ele se sente tão inferior aos outros que nunca teve coragem de convidar Darcy (a editora de viagens) para sair. Ele é rebaixado em seu cargo e, nesta noite, vai à sala de Darcy, supostamente para tentar convidá-la a sair. Mas ele não consegue; assim, para fingir que tinha motivos para estar ali, ele pega um arquivo de cima da mesa dela: é uma proposta de artigo sobre uma viagem ao Triângulo das Bermudas, e logo que Darcy pergunta, ele inventa que viaja muito e que escreve sobre isso, o que a faz pensar que ele pode fazer o trabalho. Gulliver consegue o emprego e viaja. Há uma tempestade no mar, e Gulliver acaba por acordar numa ilha. Lilipute. A ilha dos homens pequeninos. De início, ele é considerado inimigo, parceiro de Blefuscu; depois de salvar a casa da princesa do incêndio - urinando lá -, ele é honrado. É convidado a participar de festas, ganha uma casa grande e luxuosa, e aqui seu ego começa a aumentar copiosamente. Na história também há Horatio, plebeu apaixonado pela princesa, que já está comprometida com o general Edward.
Pôster do filme no Brasil
    O livro é um clássico, que contém quatro parte divididas entre as viagens, sendo a primeira a Lilipute. Escrito numa época de política europeia conturbada, o reflexo se mostrou no livro, descrevendo alguns atos políticos de Lilipute e como eram os da Inglaterra. O fato dos homens serem tão pequenos têm um significado "nada é grande ou pequeno, senão por comparação", e no filme isso se dá quando Gulliver pensa que é invencível. Ele nunca foi o maior em nada, mas agora tem sua chance.
   Não posso dizer que foi um filme bom, mas foi divertido. Conhecendo a obra, ao assistir os primeiros minutos de filme eu já sabia que teria de abrir a mente para absorver o roteiro, tão diferente. Dirigido por Rob Letterman, com roteiro de Joe Stillman e estrelado por Jack Black como Gulliver, Amanda Peet como Darcy, Emily Blunt como a princesa, Jason Segel como Horatio, Chris O'Dowd como general Edward e Billy Connolly como Rei Teodoro. A atuação de Jack Black foi indicada ao prêmio Framboesa de Ouro de 2011, de Pior Ator, perdendo para Ashton Kutcher por Par Perfeito e Idas e Vindas do Amor. O filme foi bastante dramático. As falas da princesa e do Horatio, foram um tanto exageradas - e você pode encarar isso como sendo hilário ou pedante. A trilha sonora abrange Kiss, Prince e até Lady Gaga. As filmagens foram feitas na Inglaterra, e algo que me aborreceu um pouco foi ter o personagem principal sendo estadunidense. Acho que neste ponto eles poderiam preservar o original. O filme é mais sobre alguém se tornar egocêntrico do que sobre política. E a única parte de outra viagem que ocorre no livro é bem no finalzinho, e não há muitos detalhes.
   Recomendo o livro e, para passar o tempo, também o filme, afinal, é divertido. Assistam o trailer:


Escrito por MsBrown
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quinta-feira, 21 de março de 2013

Quem Tem Medo de Virginia Woolf?, de Edward Albee

 MARTHA
(...) Nós choramos o tempo todo, e depois que choramos,
nós pegamos nossas lágrimas e as colocamos numa caixa de gelo,
 nas malditas bandejas de gelo (Começa a rir) até que elas fiquem 
congeladas (Ri ainda mais) e depois... nós as colocamos... em nossos...
drinks. (ALBEE. Pag. 185-186)

   Quem Tem Medo de Virginia Woolf (Who's Afraid of Virginia Woolf?) é uma memorável peça de teatro, escrita por Edward Albee em 1962. Com três atos, quatro personagens e o cenário da sala de estar, essa obra simples ganhou, em 1963, o prêmio Tony de Melhor Peça e em 1962-1963 foi considerada Melhor Peça pela New York Drama Critics Circle Award.
Capa da peça aqui resenhada
   George e Martha são casados há bastante tempo. Ele é professor de História na universidade e ela, filha do reitor. Ao voltarem tarde duma festa, que o pai de Martha realizou, eles começam a trocar insultos e a beberem, mesmo cientes de que as visitas logo chegarão. O comportamento de George muitas vezes é condescendente, paciente, mas cheio de mágoa em relação à humilhação sofrida por causa de sua mulher, que grita e diz tudo o que vem pela cabeça.
   O casal Nick e Honey chegam e logo percebem a tensão dos anfitriões. Com isso, preferem entrar no "jogo" e passam a beber também. Nick é o novo professor de Biologia na universidade, e é um homem bonito. Honey é delicada e orgulhosa pelo marido. Fica bêbada tão depressa que não percebe que Martha está flertando com Nick - isso não passa despercebido por George.
   Martha sempre está a humilhar George, e ele a responde sagazmente. É como se ela estivesse pedindo por sua atenção, e nunca se cansasse. E ele, estando ciente disso, fingisse despreocupação. Há cenas sombrias, nos "jogos da verdade" que George incita, e os diálogos demonstram que os personagens nem sempre estão sendo sinceros. George e Martha falam bastando do seu suposto filho que fará aniversário no dia seguinte.  Nick e Honey ficam escandalizados com a atitude dos anfitriões, porém eles mesmos acabam confessando seus segredos de casal...

GEORGE
Há areia movediça aqui, e vocês serão arrastados (...)
Antes de perceberem, sugados para baixo (...)
Você me enoja, no princípio, e você é um filho da puta presunçoso 
pessoalmente, mas estou tentando te dar um kit de sobrevivência. 
VOCÊ ME OUVIU?
(ALBEE. Pag. 115)

   O título é um trocadilho com a canção do desenho animado da Walt Disney, Os Três Porquinhos, de 1933, e com o nome da escritora britânica Virginia Woolf. Como todos os personagens possuem um vínculo financeiro com os pais (das mulheres), isso demonstra que suas atitudes são pouco adultas. Juntando Virginia Woolf, escritora que queria que revelar a verdade das experiências humanas, os casais aqui tinham medo da realidade, de confessar as verdades. Quem Tem Medo de Virginia Woolf é uma peça com apenas quatro personagens com medo similares; ao se embebedarem, eles acabam misturando realidade e fantasia, e isso pode deixar o leitor confuso, porém, no final, basta entender que são dois casais - um de longa data e outro recém-casado - que nunca tiveram que explorar o mundo por si mesmos, agindo até como crianças medrosos do lobo mau, ou seja, da verdade que se encontra nos escritos da Virginia Woolf.
O filme, estrelado por Elizabeth Taylor e Richard Burton
   Deste livro foi lançado o filme de mesmo nome em 1966, com roteiro de Ernest Lehman, dirigido por Mike Nichols (seu primeiro filme) e estrelado por Elizabeth Taylor, no papel de Martha, Richard Burton como George,  George Segal como Nick e Sandy Dennis como Honey. O filme foi o primeiro a ter o elenco principal e todas as categorias elegíveis ao Oscar de 1967, ganhando os de Melhor Atriz para Elizabeth Taylor, Melhor Atriz Coadjuvante para Sandy Dennis, Melhor Fotografia preto-e-branco e Melhor Figurino. Na época, Elizabeth Taylor e Richard Burton eram casados e os tabloidos anunciavam bebedeiras e brigas do casal. O filme recebeu o BAFTA de 1967, em Melhor Filme de Qualquer Origem, Melhor Atriz Britânica para Elizabeth Taylor, Melhor Ator Britânico para Richard Burton e faz parte da lista dos 100 melhores filmes pela AFI.
   Como assisti o filme primeiro, quando li a versão em inglês já tinha os rostos dos personagens em minha cabeça. Em nada me decepcionaram. Gostei tanto do filme quanto do livro. Posso dizer que a única diferença entre eles é que, no livro, o cenário é a casa, e no filme eles até se deslocam a mais um cenário. Ler em inglês foi um passo muito importante no meu crescimento, pois foi o primeiro livro adulto que li na língua estrangeira. A linguagem das peças sempre são claras, rápidas, e isso vem me conquistando cada vez mais. Às vezes uma peça proporciona mais emoção do que os romances que indicam cada passo dos personagens.

MARTHA (Imita um sotaque)
Awww, esse refúgio que pegamos quando a irrealidade do mundo 
pesa demais nas nossas pequenas cabeças. (Voz normal novamente)
Relaxe; entenda isso; você não é melhor que ninguém.
(ALBEE. Pag. 187-188)
Escrito por MsBrown

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segunda-feira, 11 de março de 2013

Minha Vida Fora de Série, de Paula Pimenta

Sem perceber eu sorri. De repente, notei que ele também tinha

me visto… e estava parado, me olhando. Senti o meu coração

disparar, e foi então que eu notei. Ele tinha estrelas nos olhos.

E a lua crescente no sorriso…

(PIMENTA. Minha Vida Fora de Série, 1° temporada, pag. 162)



   Minha Vida Fora de Série é a cara adolescente, com e-mails, mensagens de MSN, SMS, cartas e a cada capítulo uma frase de alguma série de TV. E também há os poemas que o Rodrigo escreve e um que a Priscila admitiu que era da Paula Pimenta, autora que ela adora. Bom, Priscila, eu adoro essa autora também!
    Priscila Vulcano Panogopulos acabou de fazer 13 anos e está emburrada porque teve de se separar dos amigos de SP para morar em BH. Ela com certeza não pediu isso de presente de aniversário e não imaginava que, aos 13 anos, fosse encontrar uma razão muito forte para permanecer em Minas Gerais... uma razão com nome, endereço, que toca bateria, tem os cabelos mais fofos do mundo e que escreve poesia!
   Ah, mas no começo as coisas não foram tão simples. Priscila precisou se adaptar a uma nova situação: com seus pais separados, mudou-se para BH com a mãe e seus animais de estimação (Biscoito, Snow, Biju e depois a Duna, sendo eles cachorro, gata, furão e outra cachorra, respectivamente). Ela apenas queria uma férias normal, com suas amigas de SP, como sempre acontecia. Para tentar animá-la, sua prima Marina apresenta algumas séries de TV e Priscila se encanta imediatamente. Ela passa então a aproveitar as férias antes que as aulas comecem. No clube, onde vai com a prima e onde conhece algumas pessoas, como a Natália, ela fica flertando com o Marcelo, um garoto de 18 anos que toca guitarra numa banda. Priscila acharia uma boa se seu primeiro beijo fosse com ele... Mas nem tudo é o que parece.
   Na volta às aulas, tentando superar todo o nervosismo por, além de estar longe de seus amigos, ter que se enturmar, ela começa a perceber aquele garoto, o Rodrigo, que senta no fundo da sala, que é apaixonado por animais, assim como ela e que, além disso tudo, escreve poesia e mostra-se muito interessado nela. No começo, a relação deles é um tanto estranha... Os dois se gostam muito, está em cada frase - poucas, em que se falam -, mas Rodrigo é tímido e Priscila nunca sabe ao certo o que ele quer.
Primeiro vol. da série Minha Vida Fora de Série

   Rodrigo é voluntário numa ONG que dá proteção e abrigo a animais, e a convida para participar também. É realmente tocante a cena em que Priscila visita pela primeira vez essa ONG... Ali, ela não encontra os animais bonitinhos e felizes, mas sim aqueles que precisam de toda a ajuda e carinho possível. Foi uma das cenas em que meus olhos se encheram de lágrimas, e aposto que com muitos leitores aconteceu o mesmo, pois a Paula Pimenta, no final do livro, revelou em qual ONG ela se inspirou para criar a sua fictícia (Cão Viver, clique aqui). A Priscila também escreve um texto sobre os animais, que dá um apertão no coração...
   O romance entre ela e Rodrigo está caminhando devagar, porque o garoto é muito tímido e a Priscila tem um segredo, algo que está a atrapalhando de dizer o que sente. É tão legal que a Paula pareceu incorporar uma garota de 13 anos que escreveu uma das melhores histórias... E não é apenas para as meninas pré-adolescentes não. Quem aí já passou dessa idade, eu recomendo o livro porque é sempre bom lembrar da época em que temos 13 anos e vivemos o máximo, como se o mundo fosse acabar se não fizéssemos isso ou aquilo. Recomendo também para as meninas mais novas, ainda distantes dos 13, para que elas saibam que grandes coisas estão para acontecer com elas também. E, por fim, eu recomendo aos garotos que, se querem entender uma menina, ou pelo menos saber mais sobre elas, leiam Paula Pimenta!

(…) eu sabia o nome de cada um dos meus colegas, de quem eu gostava e com quem 
eu não simpatizava, em quem eu podia confiar e de quem eu deveria manter 
distância. E, especialmente, eu sabia que lá atrás tinha um menino tímido, 
de olhar triste e penetrante, que havia mudado totalmente a minha vida. 
(PIMENTA. Minha Vida Fora de Série, 1° temporada, pag. 368)
 
   Eu não poderia deixar de comentar sobre Fazendo Meu Filme. A Paula Pimenta já avisou que a Priscila é uma personagem coadjuvante da história da Fani, de FMF e que, como todo mundo sente saudades da Fani, do Leo e outros amigos, ela ia dar notícias deles nessa série, através dos olhos da Priscila. Devo dizer que quando a Fani apareceu, foi um sentimento muito estranho. Como quando a gente não vê um parente há anos, fica meio sem jeito... E com a aparição da Fani, eu fiquei meio "Hey, eu li toda a sua história, já sei o que aconteceu quando você tinha mais de 20 anos! E agora estou te vendo com 13... Isso é muito estranho." Mas foi uma sensação boa. Assim como quando o Leo apareceu, todo "covinhas" como sempre. Quando foi a vez da Gabi, eu comecei a rir de felicidade.
   Quero deixar claro que, para quem ainda não leu FMF, não se preocupe, as histórias são totalmente diferentes, apenas contêm alguns personagens semelhantes. O livro pode ajudar aquelas pessoas que, como a Priscila, têm que lidar com a separação dos pais, e para aquelas que também amam os animais. Há o site da série, que por enquanto tem apenas um livro lançado, clique aqui. No site, você pode saber mais sobre o Divã da Sam, uma coluna quinzenal para a qual a Paula escreve.
   Acho que já deixei bem claro que adorei o livro e que espero ansiosamente todas as demais temporadas!

Escrito por MsBrown

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